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RANIELE: “SE NÃO FOSSE PELA PLAN, EU AINDA ESTARIA JOGANDO SÓ NOS CAMPINHOS”

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Mesmo com uma história marcada por inúmeras dificuldades, Raniele nunca deixou de ter o sonho de ser uma grande jogadora de futebol. Com o apoio da Plan International Brasil, esse sonho tem se tornado realidade.

Ela já amava futebol desde os 4 anos de idade. Os pais a levavam pelas mãos para o campinho da comunidade e desde sempre jogaram futebol com a menina. Com o apoio da família, ela foi aperfeiçoando o seu talento para bola, e depois de conhecer a Plan International Brasil, chamou a atenção de grandes times. Hoje ela sonha em ver o futebol feminino ganhar o devido reconhecimento em nosso país.

Ela já amava futebol desde os 4 anos de idade. Os pais a levavam pelas mãos para o campinho da comunidade e desde sempre jogaram futebol com a menina. Com o apoio da família, ela foi aperfeiçoando o seu talento para bola, e depois de conhecer a Plan International Brasil, chamou a atenção de grandes times. Hoje ela sonha em ver o futebol feminino ganhar o devido reconhecimento em nosso país.

PLAN INTERNATIONAL BRASIL E RANIELE: COMO TUDO COMEÇOU

Raniele conheceu a Plan aos 14 anos, quando participou do projeto Adolescente Saudável, que tinha o objetivo de conscientizar os jovens da região sobre saúde e métodos contraceptivos. Foi aí que conheceu Piedade, coordenadora de projetos da Plan que percebeu o talento da jovem para o futebol e a levou para o Projeto de Futebol Feminino. Assim, quando passou a fazer parte das oficinas e treinos da Plan, Raniele ganhou apoio e também visibilidade – nessa época, ela teve até a oportunidade de concorrer a uma vaga no time do Vasco.

“A Plan promovia campeonatos entre times das meninas das comunidades de Codó e eu me destaquei como uma das melhores. Filmaram as minhas embaixadinhas, colocaram no youtube, e o vídeo foi parar nos treinadores do Vasco”.

Raniele, por não ter conseguido patrocínio, acabou não conseguindo ir para o Rio de Janeiro, mas sua história chamou atenção e ela ganhou uma bolsa de estudos em uma escola particular por sua dedicação ao esporte – mas com a condição de sempre manter as notas lá em cima.

“Foi por meio do projeto de Futebol Feminino da Plan que eu realmente consegui aquilo que eu queria: ter oportunidades e conseguir realizar o meu sonho de poder ser uma jogadora de futebol. Se não fosse pela Plan, eu ainda estaria jogando só nos campinhos”

REALIZANDO SONHOS

Quando concluiu o ensino médio, ela foi convidada para jogar em Pernambuco. Nesse período, quando jogava pelo Vitória de Santo Antônio, ela teve a oportunidade de jogar um amistoso contra a seleção brasileira de futebol feminino: “Aí eu realizei o meu outro maior sonho, que era conhecer a Marta e as meninas da seleção”. Tempos depois, ela também jogou pelo Pinheiros, de São Paulo.

No entanto, como o salário era pouco, menos de um salário mínimo, Raniele teve que voltar para Codó, mas continua treinando e se dedicando a ser uma grande jogadora. Para ela, o que falta para o seu reconhecimento e o de outras meninas é ter apoio: “O que anda faltando para o futebol feminino realmente acontecer é incentivo e infraestrutura. A gente muitas vezes não tem nem campo para treinar, mas, se tivesse, a gente iria crescer muito”.